Citânia de Briteiros e os castros do Minho: viagem aos povoados da Idade do Ferro
Há lugares no Minho onde se sobe um monte e, de repente, parece que se recuou dois mil anos. A Citânia de Briteiros, no alto do Monte de São Romão, em Guimarães, é exactamente isso: um povoado fortificado da Idade do Ferro onde ainda se caminha por ruas calcetadas pelos antigos e se espreita para dentro de casas redondas de pedra. É um dos castros mais importantes da Península Ibérica e, para quem está de férias no Norte, uma daquelas visitas que ficam na memória muito depois de se descer a colina.
O que é um castro e o que foi a cultura castreja
Os castros eram povoados fortificados, normalmente implantados no cimo de montes, rodeados por uma ou várias muralhas concêntricas. Foram a forma de viver dos povos pré-romanos do Noroeste peninsular durante a Idade do Ferro, numa região que hoje corresponde ao Minho, a Trás-os-Montes e à Galiza. A chamada cultura castreja deixou-nos uma assinatura inconfundível: as casas circulares e ovais, construídas em pedra, agrupadas em pequenos núcleos familiares, com economia assente na agricultura e na pastorícia. Eram comunidades organizadas, com saber para captar e conduzir água, trabalhar metais e decorar a pedra com motivos geométricos.
A Citânia de Briteiros, o castro maior
Quem fica no Alojamento Rio Neiva em Tregosa está a poucos minutos deste sítio. Reservar via WhatsApp.
Briteiros distingue-se pela dimensão e pelo estado de conservação. Aqui não se vê apenas uma casa ou outra: percebe-se a planta de uma verdadeira pequena cidade, com ruas, recintos, sistema de drenagem e captação de água, e as muralhas a desenhar a defesa do monte. Duas casas foram reconstruídas para mostrar ao visitante como seriam os tectos de colmo sobre as paredes redondas. Há ainda o vestígio de um balneário castrejo — uma espécie de sauna ritual — associado à célebre Pedra Formosa, finamente decorada (o original está em museu, com réplica no local). Foi Francisco Martins Sarmento quem, a partir de 1875, trouxe Briteiros à luz; muito do espólio guarda-se hoje no Museu da Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães, paragem natural para completar a visita.
Outros castros do Minho que valem a viagem
Briteiros não está sozinho. O Minho é, talvez, a região com maior concentração de castros do país, e vários integram a Rede de Castros do Noroeste. Vale a pena conhecer:
- Citânia de Sanfins, em Paços de Ferreira, vasta e impressionante, com excelente núcleo museológico.
- Castro de Santa Luzia, em Viana do Castelo, junto ao famoso santuário, com vistas de cortar a respiração sobre a foz do Lima.
- Cividade de Terroso, na Póvoa de Varzim, povoado virado ao mar.
Visitar dois ou três num só dia é perfeitamente possível e dá uma noção clara de como estes povos ocupavam o território, sempre no alto, sempre de olho no horizonte.
Como visitar e o que levar
A Citânia de Briteiros é visitável todo o ano. A Primavera e o Outono são as épocas mais agradáveis, com o monte verde e a luz suave; no Verão, como o local é exposto, convém levar chapéu, água e calçado confortável, porque o piso é irregular e há subida. Reserva pelo menos uma hora e meia para percorrer o povoado com calma e deixar a imaginação trabalhar. Combina bem com uma manhã em Briteiros e uma tarde em Guimarães, a cidade-berço de Portugal, a poucos quilómetros.
Onde ficar para explorar a região
Para quem quer descobrir os castros sem pressas, o ideal é ter uma base tranquila no campo minhoto. A nossa casa de férias com piscina em Tregosa, em Barcelos, fica a cerca de 35 a 40 minutos de Briteiros e bem no centro do triângulo Viana–Braga–Guimarães, o que facilita organizar dias de história, natureza e gastronomia. Ao fim de um dia de caminhadas pela Idade do Ferro, sabe bem regressar ao jardim, a um mergulho na piscina e a um jantar na churrasqueira. Se estás a planear o teu Norte de Portugal e queres usar Tregosa como ponto de partida, fala connosco por WhatsApp — teremos todo o gosto em ajudar-te a montar o roteiro.
Perguntas frequentes
A Citânia de Briteiros fica longe de Barcelos?
Não. A partir de Tregosa, em Barcelos, são cerca de 35 a 40 minutos de carro até Briteiros, em Guimarães. É uma excelente saída de meio-dia ou de dia inteiro a partir do Minho litoral.
Quanto tempo demora a visita ao povoado?
Conta com cerca de uma hora e meia a duas horas para percorrer o castro com calma, ver as casas reconstruídas, as ruas e o balneário. Se juntares o Museu Martins Sarmento, em Guimarães, dedica-lhe uma manhã ou uma tarde inteiras.
É uma visita adequada a famílias com crianças?
Sim, é uma aventura ao ar livre que costuma encantar os mais novos, com casas redondas e ruas de pedra para explorar. Como o piso é irregular e há subida, recomenda-se calçado fechado e atenção com crianças pequenas.
Que outros castros posso visitar na mesma viagem?
Na região há vários: a Citânia de Sanfins (Paços de Ferreira), o Castro de Santa Luzia (Viana do Castelo, junto ao santuário) e a Cividade de Terroso (Póvoa de Varzim). Dá para combinar dois num só dia e perceber bem a cultura castreja do Noroeste.